Fazendo intercâmbio após os 30 anos! Será que dá?

20 de janeiro de 2019, em Viagem

Vou falar uma verdade para vocês: fazer intercâmbio nunca tinha sido o sonho da minha vida! Acho que quando eu era adolescente e no início da minha juventude isso era algo tão distante para mim, que sequer eu me permitia sonhar! No entanto, um dos meus maiores sonhos de “princesa” era aprender outras línguas! Eu sempre almejei muito isso mas durante um longo tempo não consegui tentar alcançar!

Foi em um dos momentos em que eu menos esperava que eu tive a oportunidade de dar um ponta pé em direção a esse sonho e viver a experiência do intercâmbio! Não foi o momento com mais grana, eu também confesso que achava que já tinha passado a minha vez e que aquilo não era mais pra mim! Porém, meu marido, grande incentivador, me abriu os olhos de que não era bem assim! E decidimos juntos viver essa experiência!

Eu negociei no trabalho 1 mês de férias para fazer um intercâmbio de 04 semanas em Vancouver, no Canadá, e neste post quero contar um pouco sobre essa experiência e dar algumas dicas para vocês!

O início de tudo

Acredito que buscar uma agência aqui no Brasil foi fundamental para nos ajudar no processo! Inicialmente, procuramos umas 03 agências e pedimos orçamentos semelhantes, além disso, pesquisamos sobre elas na internet para ver se havia reclamações sérias sobre alguma delas! Escolhemos negociar com a TravelMate ABC, aqui em Santo André – SP. Discutimos o período, a escola, o tipo de acomodação e fechamos o pacote (escola+acomodação). Acredite, é muito mais viável financeiramente do que eu imaginava! Após isso eu fiquei acompanhando as passagens aéreas e consegui comprar por um preço muito bom no Decolar pela United. Entre o início de todo o processo e a minha viagem foram 04 meses! Claro que, quanto mais você se preparar, melhor, mas no meu caso, a oportunidade apareceu naquele momento e eu decidi agarrá-la!

Escola e Material

Escolhi estudar na ILAC, em Vancouver, no programa Power Class entre os dias 03 e 28/12/18. Neste programa temos 38 aulas/semana, distribuídas entre main class, elective class e power class. Escolhi esse programa para poder aproveitar ao máximo o aprendizado durante o intercâmbio. As aulas são bem interessantes e os professores mesclam o conteúdo normal com atividades mais lúdicas, como jogos. Eu gostava bastante e não achava chato, pelo contrário, passava bem rápido e a maior parte dos professores que tive eram excelentes.

Foi assim nas 3 primeiras semanas, porém no período entre dia 24 e 28/12 (véspera e pós Natal) não foi tão proveitoso assim, pois muitos alunos faltaram, a maioria dos professores entraram de férias e algumas turmas foram fundidas pois estavam pequenas demais. Eu senti que as aulas nesse período não tiveram a mesma qualidade das outras semanas! Por isso, se eu soubesse disso na hora de decidir, iria uma semana antes ou iria em outro mês!

Provavelmente a sua agência te dará alguma informação sobre o livro didático, mas uma coisa que algumas pessoas chegam lá sem saber é que muita gente vende o livro usado pela metade do preço (ou menos) quando termina um nível ou quando finaliza o curso. Você pode encontrar com alunos de outros níveis lá ou nesse grupo do Facebook!

Acomodação

Eu nunca vou me esquecer da nossa host family! A nossa host mother era muito carinhosa comigo e com meu marido. Nós conseguimos ficar na mesma casa pois nossa agência solicitou isso à ILAC e eles conseguiram nos alocar juntos, mesmo com datas de chegada diferentes (meu marido chegou 1 mês e meio antes de mim).

Normalmente, as host families colocam regras (quantidade de banho, alimentação, limpeza, lavagem de roupa, etc) e uma dica que dou é você procurar saber sobre isso logo quando chegar para não ter nenhum problema. A nossa não tinha regras rígidas, então foi bem tranquilo.

Para pessoas que, assim como eu, tem sua própria casa e rotina, ficar um período curto em homestay (casa de família) é tranquilo, mas se você estiver planejando um intercâmbio mais longo, eu sugeriria ficar no início em casa de família e depois procuraria uma share house. Morar sozinho em Vancouver é um pouco complicado pois os valores de aluguéis lá são bem altos, ainda mais para quem tem Reais para converter, então a opção da casa compartilhada pode ser uma boa solução!

Sobre como aproveitar o intercâmbio

Sobre ir à aula e fazer as atividades eu nem preciso dizer né? Ficava revoltada com algumas pessoas (normalmente os mais jovens) que simplesmente não iam à aula e achavam aquilo tudo chato rs. Eu fiquei super nostálgica e queria viver aquilo por mais tempo!

Outro ponto importante é que você precisa se envolver com as pessoas, fazer amizade e conversar muito! Meu professor Art dizia “nada de ir para casa ou para a biblioteca depois da aula, vá para o café conversar com os seus amigos!”. Ah os amigos…eu nunca pensei que fosse fazer amigos em um mês como fiz no intercâmbio em Vancouver! Chorei muito no último dia por uma pré-saudade daquela vida, da família e dos amigos! Agora preciso planejar viagens para o Japão, Colômbia, Espanha e sorte que tinha uma brasileira no meio e aí fica mais fácil rs. Outro ponto que também acho importante: procure diversificar as suas amizades lá fora! Não converse e saia somente com pessoas da mesma nacionalidade que a sua, pois isso ajuda a gente a melhorar no inglês, afinal de contas você quer conversar com a pessoa sobre assuntos que você conversaria na sua língua e precisa desafiar o seu inglês para isso!

Eu ainda me pego me perguntando por que eu não fiz isso antes! Queria ter ido mais nova e queria ter ficado mais tempo! Porém, esse tempo foi o que eu pude ter e eu tive a maturidade certa para aproveitar essa experiência que ficará marcada para sempre em mim! Se você puder, siga o meu conselho, vá!

Ficou com alguma dúvida? Comenta aqui e no que eu conseguir vou te ajudar!

Por Paula Brasiel

Mineira, enfermeira de formação e libriana vaidosa e organizada! É cheia de planos na vida, e um deles é este blog!

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